sábado, 11 de novembro de 2017

Ikémen Sengoku - Nobunaga Oda - Capítulo 5



❖ Parte 1 


MC: “Com licença, Nobunaga?”

Quando eu cheguei ao tenshu, encontrei Nobunaga lendo.

Nobunaga: “MC? Isso é inesperado.”

Nobunaga: “Você veio para sofrer mais da minha crueldade em primeira mão?”

MC: “Não, eu vim para te perguntar uma coisa.”

(Você não vai se livrar de mim tão fácil.)

O sorriso de Nobunaga desapareceu.

Eu olhei para ele sem emoção.

Nobunaga: “Está bem. Sente-se.”

MC: “Está bem.”

(Eu tenho muitas coisas para te perguntar, afinal.)

Eu atravessei o carpete macio e me sentei, voltada para Nobunaga.

MC: “Hideyoshi veio falar comigo, e me contou uma história interessante.”

MC: “Ele disse que o homem implorando por sua vida iria me matar.”

A leve mudança na expressão de Nobunaga entregou tudo.

..........

<Lembrança>

Assassino: “Me desculpa! Me desculpa por tudo! E-Eu farei qualquer coisa que me pedir. Apenas me poupe!”

Nobunaga: “Não toque nela.”

<Fim da lembrança>

..........

MC: “Você o matou para salvar minha vida, não foi?”

Nobunaga: “E se for?”

(Então é verdade.)

(Por que ele não disse nada?)

<Lembrança>

MC: “Ele estava implorando por misericórdia! Como você pode matar alguém desse jeito?!”

MC: “Você não vai dizer alguma coisa?!”

Hideyoshi: “MC, você não—“

Nobunaga: “Hideyoshi, está tudo bem.”

Nobunaga: “MC, isso é tudo que você quer saber?”

MC: “Você é frio e cruel Nobunaga.”

Nobunaga: “Pense o que quiser.”

MC: “Incrível. Você absolutamente não pode mostrar nenhuma compaixão?”

Nobunaga: “Se você for falar consigo mesma, você pode fazer isso em privado.”

Nobunaga: “Mas eu não tenho motivos pra ficar aqui e ouvir sua visão de mundo inocente.”

<Fim da lembrança>

.........

MC: “Eu pensei coisas horríveis de você depois daquilo. E eu disse muitas delas em voz alta.”

MC: “Eu entendo melhor agora, e me desculpa. Obrigada por ter salvado minha vida.”

Nobunaga: “Você não veio aqui só para me dizer algo tão fútil, veio?”

(Nós vamos ter que concordar em discordar na parte fútil. Agora, vamos ao problema real.)

MC: “Não. Eu quero saber porque você simplesmente não me contou. Você teve várias oportunidades.”

Nobunaga: “Eu não vi necessidade.”

(Eu já posso dizer que essa vai ser uma conversa divertida.)

Nobunaga estava me interrompendo toda vez. Seus olhos estavam gelados.

Mas eu não vou voltar atrás desse mistério.

MC: “Me conta. Eu quero saber.”

Nobunaga: “Não tem motivos para te contar algo que você já sabe.”

MC: “Isso é bom, porque eu não vou perguntar coisas que eu já sei.”

MC: “Eu quero saber o que você estava pensando.”

Estranhamente, essa pergunta pegou Nobunaga desprevenido.

Nobunaga: “Você é estranha. O que é importante nos meus pensamentos para você?”

Havia um tom de irritação na voz dele.

Mas toda emoção era um progresso.

(Parece que eu estou implorando para quebrar o gelo!)

Eu continuei pressionando ele.

MC: “Por que você acha que não havia necessidade em me dizer?”

Nobunaga: “Por que não ia mudar o que aconteceu.”

(Só mais um pouquinho--)

Nobunaga: “Eu matei aquele homem.”

Nobunaga: “Se eu estava te defendendo ou não, ele está morto.”

Nobunaga: “O que está morto, está morto. Não tem motivos para procurar um sentido após o fato.”

As palavras destacadas de Nobunaga estavam soltas no ar.

(Se isso for verdade, então porque você não está agindo como você mesmo desde aquela noite?)

MC: “Você se arrepende de tê-lo matado?”

Nobunaga: “Claro que não.”

Nobunaga: “Se você for se arrepender de ter tirado uma vida, é estúpido fazer isso.”

Nobunaga: “É uma ação que não se pode voltar atrás.”

Ele disse isso como se fosse óbvio, o que me confundiu.

(Ele está se contradizendo?)

(Nobunaga prontamente mata pessoas que o ameaçam, ficam contra ele ou que estão no seu caminho.)

(Mas suas palavras deixam claro que ele sabe o quão preciosa e insubstituível é uma vida.)

MC: “Se você sabe que não pode voltar atrás, então por quê?”

MC: “Como você pode matar pessoas sem que isso te afete?”

Nobunaga: “O que me afeta é minha decisão.”

Eu lancei um olhar de repreensão pra ele.

MC: “Qual é. Me dê uma resposta real.”

Nobunaga não respondeu de imediato.

*Cap. 5 – (1/10) completo*




❖ Parte 2 


MC: “Qual é. Me dê uma resposta real.”

Nobunaga não respondeu de imediato.

Nobunaga: “Você parece angustiada.”

MC: “Eu não iria tão longe. Mas eu quero te entender.”

Nobunaga: “E o que você vai fazer comigo quando conseguir?”

MC: “Nada! Por que eu deveria?”

Nobunaga: “Então qual o objetivo disso?”

MC: “Eu não sei. Eu só quero te conhecer. Não é tão estranho assim de onde eu venho.”

(Ele é impiedoso, mas não é brutal. E eu até mesmo sei que ele tem um lado bom.)

(Talvez eu queira saber mais sobre ele por causa do que compartilhamos, fisicamente?)

(Ou talvez seja só curiosidade sobre um homem que vive em um tempo radicalmente diferente?)

(Mas eu quero tocar o coração dele e descobrir o que tem lá.)

Nobunaga: “Eu tenho uma grande ambição.”

Nobunaga: “Unificar o Japão através do poder militar e fazê-lo meu.”

MC: “Você só quer todo o país para ser sua posse?”

(Ele não está realmente disposto a matar por ganância, está?)

Nobunaga encolheu os ombros.

Nobunaga: “Não exatamente. Eu te contei antes sobre minhas conversas com os missionários portugueses.”

Nobunaga: “O resto do mundo vê o Japão como uma ilha pequena e sem valor. Não mais do que uma curiosidade.”

MC: “Oh?”

Nobunaga: “Eu vou unificar esse país, abolir o sistema rígido de classes e leis restritivas, deixando as pessoas livres.”

Nobunaga: “Todos serão o seu próprio mestre. Caberá às pessoas pensar por elas mesmas e obterem o que desejarem.”

Nobunaga: “Quando isso acontecer, essa ilha pequena irá prosperar.”

MC: “Então, você na verdade quer fazer um país onde todos são iguais?”

(Esse é um objetivo mais nobre do que eu esperava.)

Um pequeno sorriso passou pelo rosto de Nobunaga.

Nobunaga: “Eu entendo sua surpresa.”

Nobunaga: “Você está se perguntando se as lutas irão só piorar se eu libertar as pessoas agora.”

(Eu estava mais surpresa sobre você. Mas esse é um bom assunto.)

MC: “Qual o seu plano para impedi-los de lutar?”

Nobunaga: “Eu tornarei isso ineficiente.”

Nobunaga: “Eu irei mostrá-los que a única maneira de sobreviver no meu país é sendo produtivo, não começar guerras sem sentido.”

(Isso parece um pouco perverso, especialmente vindo do Nobunaga.)

(Mas pelo menos ele está pensando em maneiras de manter a paz.)

MC: “Eu não esperava que seu objetivo fosse unir o Japão em um único e pacífico país.”

Nobunaga: “Não é. Eu espero que o Japão cresça rápido como um país, se tornando forte e poderoso o suficiente para se levantar contra os outros.”

Nobunaga: “Quando isso acontecer, eu deixarei essa pequena ilha e vou experimentar o que o resto do mundo tem para oferecer em primeira mão.”

MC: “Huh.”

Nobunaga: “Esse é o motivo por eu ter decidido reconstruir essa terra da maneira que eu acho conveniente.”

(Essa é a ambição de Nobunaga?)

Nobunaga permaneceu calmo, mas eu estava atordoada.

Eu sempre imaginei que conquista fosse o sonho daqueles que desejavam poder, recursos e dominação.

(Nobunaga enxerga isso diferente. Sim, algumas coisas que ele disse são exageradas--)

(Mas ele quer um país onde todos são iguais.)

(Um mundo livre, sem guerra.)

Eu me lembrei dos meninos jovens que encontramos no caminho das fontes termais.

Nobunaga estava completamente sério sobre ensiná-los as habilidades necessárias para sobreviver.

E ele falou com eles exatamente da maneira que ele fala com os homens de classe e poder.

(Ele realmente imagina o mundo como um lugar onde todos serão tratados da mesma maneira.)

(Mas quantas dessas vidas iguais serão perdidas para que isso aconteça?)

MC: “Eu não acho que seja certo tirar a vida de outra pessoa, seja qual for a razão.”

Nobunaga: “Eu nunca disse que era.”

(Oh?)

Nobunaga: “Em questões de vida ou morte, eu não acredito em certo ou errado.”

*Cap. 5 – (2/10) completo*



❖ Parte 3 


Nobunaga: “Em questões de vida ou morte, eu não acredito em certo ou errado.”

Nobunaga: “Mas se você está vivo, é um desperdício não fazer o que você pretende.”

Nobunaga: “E eu pretendo remover todos que ficarem em meu caminho, pela morte se for necessário.”

Nobunaga: “Por toda vida que é perdida, eu me torno mais determinado em ver minha ambição se tornar realidade.”

Nobunaga falou sem hesitação.

(Ele finalmente está fazendo sentido pra mim.)

(Nobunaga não acha que é certo matar.)

(Mesmo assim ele faz isso, pelo bem da paz, mas ele nunca pensou que as vidas que ele tirou não tinham valor.)

Mas toda essa informação nova borrou minha própria postura moral sobre a situação.

(Eu não sei o que eu faria no lugar dele. Eu sei que não gosto dos seus métodos.)

MC: “Eu acho que sua ambição é, de modo geral, boa.”

MC: “Mas eu não consigo pensar em uma situação em que eu fosse capaz de matar alguém.”

Nobunaga: “O mundo deve ser um lugar muito diferente daqui a 500 anos.”

MC: “Eu gosto de pensar que sim. De qualquer forma, obrigada novamente por ter salvado minha vida.”

MC: “Estou verdadeiramente grata por isso, mas eu gostaria que não tivesse custado a vida de alguém.”

Nobunaga: “Você parece como alguém que não percebe o quão perto da morte eles mesmos chegaram.”

Nobunaga: “Talvez você tenha se distanciado do acontecimento. Bem, então—“

Nobunaga retirou sua espada-curta e a jogou para mim.

(O que ele está fazendo?)

Eu a peguei e imediatamente olhei para Nobunaga, mas quando eu fiz isso—

MC: “Mas que diabos?!”

Eu vi que ele estava apontando uma arma na minha cabeça.

Nobunaga: “Essa é uma pistola de contrabando. Eu a adquiri com os ocidentais.”

Nobunaga: “Um tiro daqui vai perfurar a carne e até quebrar um osso.”

(Eu sei o que são armas! Eu diria que já vi piores, mas nada é pior do que uma arma apontada para você.)

Eu queria dizer pra mim mesma que ele estava brincando de novo. Mas eu estava tremendo, a espada-curta chacoalhava em minhas mãos.

Nobunaga: “Retire a espada e me mate. Faça isso antes que eu mate você.”

Não havia um único sinal em Nobunaga que dizia que ele não estava sério. Eu estava em uma situação de vida ou morte.

(Ele quer que eu admita que sou ingênua.)

(E ele está indo por caminhos muito extremos para fazer isso!)

Eu apertei firme o cabo da espada.

MC: “Eu me recuso.”

Nobunaga: “Então você está preparada para morrer?”

MC: “Com certeza não.”

Nobunaga: “Que?”

(As duas opções são horríveis. Então eu escolho pegar uma terceira.)

MC: “No entanto eu estou preparada para conversar.”

Nobunaga: “Então fale.”

Eu esgotei meu cérebro por uma boa razão para convencer Nobunaga a me poupar.

MC: “Então, okay. Você se lembra da noite que eu salvei sua vida? Em Honno-ji?”

MC: “Você disse que eu sou uma mulher que carrega a sorte ao meu favor. Você até mesmo me chamou de amuleto da sorte!”

MC: “Eu sei que você odeia desperdiçar coisas. Bem, me matar agora seria um desperdício.”

Ele parecia medir minhas palavras.

Nobunaga: “De todas as coisas que você pensou que poderiam salvar sua vida, foi isso que veio a mente?”

Nobunaga bufou suavemente, seguido de uma risada completa.

(Rir é um bom começo. Mas eu realmente gostaria de vê-lo abaixar a arma.)

Nobunaga: “Sua vida está por um fio e você arriscou tudo para ter uma conversa comigo?”

Nobunaga: “Sua ingenuidade não tem limites.”

Ainda havia riso em sua voz.

Nobunaga: “Mas você bravamente defendeu seus ideais.”

MC: “Ideais que valem a pena ser defendidos.”

Nobunaga: “De fato.”

Os olhos de Nobunaga não estavam mais insensíveis. Ele estava sorrindo carinhosamente.

(E porque esse sorriso?)

Nobunaga: “Sua conversa funcionou. Eu decidi te poupar.”

(Ufa.)

Nobunaga abaixou a arma e se levantou.

Ele trouxe o goban e vasilhas do canto do quarto.

Nobunaga: “E se nós vamos lutar, essa é a maneira apropriada se fazer isso.”

*Cap. 5 – (3/10) completo*



❖ Parte 4 


Nobunaga: “E se nós vamos lutar, essa é a maneira apropriada se fazer isso.”

(Eu nunca estive tão feliz em jogar Go!)

Eu me deixei relaxar.

Nobunaga: “Eu não entendo o mundo que deu origem às suas crenças otimistas, e eu não o conheço—“

Nobunaga: “Mas eu gosto de passar o tempo com você e ouvi-la falar dele.”

MC: “Você gosta?”

Nobunaga se sentou de pernas cruzadas em frente ao tabuleiro. Ele parecia relaxado e feliz.

(Apesar do que ele acabou de dizer, eu acho que ele está aceitando minhas idéias.)

Nobunaga: “Vamos começar.”

MC: “Está bem!”

Ao contrario dos nossos jogos anteriores, Nobunaga fez cada movimento com um sorriso no rosto.

Ele parou para olhar pra mim, não com impaciência, mas com diversão.

E da minha parte, eu pensei que havia algo carinhoso no seu olhar.

(Esse olhar me fez sentir como se eu tivesse esquecendo alguma coisa.)

(Certo! O jogo! Eu vim aqui só pra me desculpar. Não estava programado ter um jogo essa noite!)

(Ugh, e eu perdi completamente minha chance de rejeitá-lo. Eu vou ter que fazer o melhor nisso!)

Eu não tenho certeza de como isso aconteceu, mas no fim do jogo, eu fui pior que antes.

MC: “Eu realmente perdi dessa vez.”

Nobunaga: “Venha se sentar ao meu lado.”

(Sim, Sim, lá vamos nós de novo. Apenas uma vez, eu gostaria de ganhar.)

Quando me sentei ele colocou a mão no meu joelho.

Nobunaga: “Eu te disse antes sobre retomar minha conquista.”

(Certo, antes nós fomos interrompidos pelos assassinos.)

<Lembrança>

Nobunaga: “O prazer dessa noite termina aqui.”

MC: “O que está acontecendo?”

Nobunaga: “Estou deixando o resto da minha conquista para outra noite.”

<Fim da lembrança>

.........

Com essas palavras, ele beijou acima do meu joelho nu.

(Ele está ganhando terreno muito rápido. Mas agora ele está se movendo para um território perigoso.)

Opções:

1 - “Onde você está indo—“
2 - “Escolha outro lugar.”
3 - “Você não vai.” (escolhida) 


MC: “Ohhhh não. Você não vai. Tem muitas zonas perigosas aí.”

Nobunaga: “Você não entende.”

Nobunaga: “Você pode evitar o perigo, mas eu nunca vou deixar isso me impedir de obter as coisas que eu quero.”

(Bem, isso teve o efeito oposto!)

Nobunaga: “Você está pensando em renegar nosso acordo?”

MC: “Isso depende. Você ainda vai manter o seu? ....Ooh.”

Eu senti sua mão calejada deslizar pela curva da minha traseira.

Foi uma carícia gentil, amortecida pelo tecido do meu kimono, mas ainda assim me fez vibrar.

Faíscas, e aquele turbilhão de ‘sim/não/por favor continua’ rodopiavam dentro de mim.

Eu apertei minhas pernas juntas, tentando selar os doces tormentos que eu sentia.

Nobunaga: “Relaxa suas pernas, MC.”

MC: “Eu não acho que isso vai acontecer!”

Nobunaga: “Está bem. Isso não afeta o que eu irei fazer.”

As mãos de Nobunaga deslizaram pra fora e ele me olhou com aquele sorriso feroz.

(O que ele vai fazer....huh?)

Ele deitou a cabeça no meu colo como se ele quisesse ficar ali.

MC: “Que?”

Nobunaga: “Seu colo agora é parte do meu domínio. É um bom território. E generoso.”

(Ele só queria um travesseiro!)

Nobunaga: “Você está decepcionada?”

MC: “Não. Só surpresa. Como sempre.”

Nobunaga: “Você deveria tomar mais precauções contra ataques surpresas então.”

Com um sorriso provocador, Nobunaga levantou sua mão.

(O que é agora?)

Com cuidado para não tocar nenhum lugar que ele não havia conquistado, ele pegou uma mecha do meu cabelo e colocou atrás da orelha.

MC: “O que? Você precisa de uma cortina agora?”

Nobunaga: “Eu não podia ver seu rosto por trás do cabelo.”

(Isso soa muito como uma cortina!)

Ele já beijou essa orelha diversas vezes antes,

Mas mesmo que esse tenha sido apenas um toque suave, ele foi mais quente e forte do que os beijos.

Nobunaga: “Você está quente.”

Nobunaga: “Fique parada por um tempo.”

MC: “Está bem. Se minhas pernas começarem a dar câimbra, eu saio.”

Nobunaga não discutiu comigo e fechou os olhos.

(Deve ter alguma coisa na água, porque eu estou começando a ficar louca como todos aqui.)

O homem descansando pacificamente no meu colo apontou uma arma pra mim há menos de uma hora atrás.

Mas por alguma razão eu estava feliz de ter ele ali. E eu até me sentia bem.

(Oh. Sua gola está amontoada embaixo do pescoço. Isso não é confortável.)

Eu decidi arrumar para ele. Mas quando eu o toquei—

Nobunaga: “Ah—“

Os ombros de Nobunaga se levantaram e ele agarrou minha mão, olhando pra mim inquieto.

Nobunaga: “O que você está fazendo?”

*Cap. 5 (4/10) completo*


❖ Parte 5 


Nobunaga: “O que você está fazendo?”

MC: “Eu só estava arrumando sua gola.”

MC: “....Nobunaga, isso fez cócegas?”

Nobunaga: “Cócegas? Isso foi absoluta tortura!”

(Ohhhh. Isso vai ser bom!)

Com a minha mão livre eu suavemente acariciei a orelha do Nobunaga.

Ele puxou a respiração bruscamente, todo seu corpo enrijeceu em defesa do seu ponto sensível.

Nobunaga soltou meu pulso para cobrir suas duas orelhas com ambas as mãos.

Nobunaga: “Você...vai...parar!”

Eu olhei pra ele, o grandioso Nobunaga Oda, indefeso diante de mim, e ri.

MC: “Eu não fazia idéia que o rei demônio tinha cócegas!”

Nobunaga: “E se eu tiver? Para de rir!”

MC: “Eu acho que encontrei seu ponto fraco! Hee Hee!”

Eu ri até ter lágrimas nos olhos. Eu as enxuguei com as duas mãos.

MC: “Okay, eu só estou provocando. Eu não farei mais isso, prometo. Você pode voltar a dormir.”

Nobunaga: “Você está me atraindo para uma armadilha? Eu te mato se você estiver.”

MC: “Você está brincando de novo, não está? Não é uma armadilha. Você e a minha vida estão perfeitamente salvos.”

Nobunaga: “Posso confiar em você?”

(Ele está todo preocupado sobre isso. Isso é muito fofo!)

Ele está me fazendo querer fazer mais cócegas nele, mas eu consegui lutar contra o impulso.

MC: “Você pode confiar em mim. Eu perdi, lembra? Eu serei nobre na derrota.”

Nobunaga: “Vou confiar nessas palavras.”

Depois de uma pausa tensa, Nobunaga finalmente soltou as orelhas.

Ele fechou os olhos novamente, e quase que imediatamente eu senti seu corpo relaxar.

(Ele não está só relaxando, ele caiu no sono!)

Com meu colo como travesseiro, Nobunaga estava dormindo.

(Isso foi rápido. Eu acho que nessa era você tem que aprender a pegar todos seus z’s quando puder.) (NT: “pegar todos seus z’s” é a mesma coisa que pegar no sono, ou tirar um cochilo.)

O seu rosto dormindo era tão pacífico, inocente.

(Ele é tão estranho. Ele estava apontando uma arma pra mim antes, pronto para atirar pra provar uma situação.)

(Agora ele está deitado no meu colo, dormindo como um bebê.)

Eu imagino sobre o que Nobunaga Oda sonha.

(Eu tenho uma idéia melhor agora, depois da nossa conversa de hoje à noite.)

(O que ele vê quando olha para o mundo? Para as pessoas?)

Eu tinha visto ele matar sem remorso, e eu tinha visto seu sorriso inocente.

Coisas que deveriam ser contraditórias existiam lado a lado nele.

(Ele me atrai. Eu quero desembrulhar ele como uma bola surpresa, ver o que mais tem dentro.)

(Eu na verdade não me importo em ficar próxima dele. Talvez até tenha algo mais do que temos agora--)

Encorajada por esse estranho pensamento, eu coloquei minha mão na cabeça dele. Ao contrário de antes, ele não reagiu.

Eu deslizei meus dedos pelos cabelos dele, acariciando os fios suavemente, incapaz de tirar meus olhos do rosto adormecido do Nobunaga.

.......................

(Mmmm.)

Eu acordei com o barulho de pássaros piando por perto.

(Eu realmente dormi sentada? Minhas pernas vão me matar. Na verdade é minha cabeça que está –Huh?)

Mas eu não estava sentada no tapete. Eu estava em um futon.

MC: “Essa. Não.”

E não era qualquer futon. Eu estava no quarto de Nobunaga, no tenshu, deitada no futon do Nobunaga, e envolvida pelos braços do Nobunaga.

MC: “O que está acontecendo!”

Nobunaga: “Já é de manhã?”

Nobunaga: “Bom dia, MC.”

*Cap. 5 – (5/10) completo*

❖ Próxima parte: Nobunaga estava bem descontraído sobre acordar ao meu lado.  “Eu gosto de você. O suficiente para que você seja a única para aquecer minha cama.”
(Ele está brincando de novo. Eu sei disso. Pior senso de humor. Sempre.)
Mas se ele estava só brincando, por que eu estava esperando tão ansiosa por hoje à noite?
(Eu estou...? Não. Definitivamente não. É só uma simples atração. Isso é tudo.)



❖ Parte 6 


(Mmmm.)

Eu acordei com o barulho de pássaros piando por perto.

(Eu realmente dormi sentada? Minhas pernas vão me matar. Na verdade é minha cabeça que está –Huh?)

Mas eu não estava sentada no tapete. Eu estava em um futon.

MC: “Essa. Não.”

E não era qualquer futon. Eu estava no quarto de Nobunaga, no tenshu, deitada no futon do Nobunaga, e envolvida pelos braços do Nobunaga.

MC: “O que está acontecendo!”

Nobunaga: “Já é de manhã?”

Nobunaga: “Bom dia, MC.”

(“Bom dia?” “Bom dia!”)

Eu tentei levantar, mas um Nobunaga sonolento não deixou.

MC: “Hey, tira a mão! Minhas costas é um território não conquistado!”

Nobunaga: “Não tenha tanta pressa.”

MC: “O que eu estou fazendo na cama com você?”

Nobunaga: “Eu acordei e te achei no chão. Eu coloquei você na cama.”

(Certo, sim, essa parte eu já percebi.)

MC: “Mas você se juntou a mim!”

Nobunaga: “Você está cheia de fogo essa manhã. Fico feliz que sua derrota de ontem a noite não afetou seu espírito.”

MC: “Não me provoca, estou séria.”

Nobunaga: “Eu não estou provocando.”

Nobunaga: “Eu estou feliz de te ver logo de manhã.”

(Oh, não tente ser fofo.)

Mas quando ele sorriu pra mim, eu esqueci minha pressa de sair dos seus braços.

Seus olhos eram gentis e calorosos.

(Que? Qual é, porque você está me olhando assim? Apenas me diga que é uma das suas brincadeiras sem graça.)

Carinho, se transformando em calor, surgiu nas minhas bochechas. Eu de repente senti a necessidade de desviar o olhar do Nobunaga, quando—

Mitsuhide: “Lorde Nobunaga, está na hora.”

Masamune: “Todos já estão reunidos na---O que é isso?”

(Masamune? Mitsuhide?!)

Mitsuhide: “Ora, ora, ora.”

Masamune: “Nosso lorde é mais rápido do que eu pensava. Perdi minha chance de namorar a moça.”

Mitsuhide: “Sinto muito te dizer, mas você perdeu a aposta Masamune. Parece que a MC também perdeu.”

MC: “Ninguém perdeu nada! Isso não é o que parece!”

Eu me afastei do Nobunaga e saí do futon.

Nobunaga calmamente se sentou e arrumou a gola do seu kimono.

Nobunaga: “Eu não percebi que já estava na hora do conselho de guerra. Obrigado, Mitsuhide, Masamune.”

Mitsuhide: “Não é nada. Mas que rara ocasião é vê-lo dormir, meu lorde.”

Masamune: “Verdade. Você normalmente está de pé ao raiar do amanhecer todo dia.”

Nobunaga: “Sim. Faz um tempo desde que dormi tanto assim.”

(Isso é verdade? Estou surpresa que ele consiga levantar tão cedo quando ele sempre me mantém acordada até tarde.)

(Você pensaria que ele precisaria dormir mais do que isso.)

Eu estava começando a me preocupar quando Nobunaga se levantou e encontrou meus olhos.

Nobunaga: “Seja meu travesseiro novamente alguma noite, MC.”

*Cap. 5 – (6/10) completo*



❖ Parte 7 


Nobunaga: “Seja meu travesseiro novamente alguma noite, MC.”

(Eu experimentei a vida como um travesseiro, e eu acho que isso não é pra mim.)

Opções:

1 - “Eu vou pensar sobre isso”.
2 - “Não vai acontecer.”
3 - “Eu não sou seu travesseiro.” (escolhida) 


MC: “Eu não sou seu travesseiro e eu não acho que eu vá fazer isso de novo.”

Nobunaga: “Que pena. Você foi um bom travesseiro.”

Nobunaga: “Você me deu sonhos muito agradáveis.”

(....é verdade? Mesmo assim!)

MC: “Você não tem um conselho pra ir? Eu preciso me arrumar, então eu vou indo agora.”

Eu me virei, com pressa pra sair, quando—

Nobunaga: “Ainda não.”

Nobunaga veio atrás de mim e colocou a mão no meu ombro.

Nobunaga: “Eu quero que você diga sim.”

MC: “Qual é, Nobunaga.”

Ele passou os lábios na minha orelha.

Nobunaga: “Eu gosto de você.”

Nobunaga: “O suficiente para que você seja a única para aquecer minha cama.”

(Se isso fosse nos dias modernos, eu pensaria que ele estava pedindo para nós sermos exclusivos. Mas isso é só--)

O tom doce na sua voz derreteu meu coração, como um caramelo derretido.

(Ele está brincando de novo. Eu sei disso. Pior senso de humor. Sempre.)

MC: “Adeus.”

Eu recusei dar uma resposta à Nobunaga.

Na porta, eu me virei só por um segundo.

Nobunaga: “Estou ansioso pelo nosso próximo jogo.”

Com uma mão apoiada no pilar, Nobunaga me deu um doce sorriso.

Meu rosto queimava, eu corri pelo corredor, não parando até eu chegar ao meu quarto.

(O que está acontecendo ultimamente? Com ele, e comigo?)

Eu fechei minha porta, feliz por finalmente ter um pouco de privacidade.

Sasuke: “Bom dia, MC.”

MC: “Ai meu Deus! Sasuke?!”

Sasuke estava quieto sentado em um canto do meu quarto. Aparentemente, ele estava esperando por mim.

Sasuke: “Me desculpa por entrar escondido no seu quarto. Eu sei que isso é um comportamento horrível.”

MC: “Está tudo bem, Sasuke. Tem sido uma manhã estranha pra mim.”

Eu fui me sentar ao lado dele, curiosa pra saber o que trouxe ele aqui.

MC: “O que foi? Deve ser alguma coisa ou você não viria escondido.”

Sasuke: “Você se lembra o que eu te disse antes? Sobre a guerra?”

MC: “Sim. Tem estado na minha cabeça.”

.............

<Lembrança>

Sasuke: “Tem rumores de que irá acontecer uma guerra em breve, uma grande.”

Sasuke: “Grande o suficiente para que você não esteja segura nem dentro do castelo.”

Sasuke: “Se você puder, encontre um forte aliado entre os vassalos de Nobunaga. Alguém que possa te proteger, se isso acontecer.”

<Fim da lembrança>

.............

Depois do aviso de Sasuke, eu tenho prestado mais atenção ao que era discutido no conselho de guerra.

Os problemas que as forças de Oda estavam enfrentando, a ameaça do monge Kennyo, que queria matar Nobunaga,

E os boatos de que seus inimigos Kenshin Uesugi e Shingen Takeda estavam vivos, tudo isso era uma ameaça à paz.

(Sasuke tem mais informações?)

Sasuke: “Eu percebi que deveria te contar que meu patrão é um lorde de guerra, e não é amigo de Nobunaga.”

MC: “Eu estava preocupada com isso.”

Sasuke: “Você se lembra do que eu te contei antes lá na floresta?”

Sasuke: “Eu disse que eu coincidentemente cheguei á tempo de salvar a vida de Kenshin Uesugi, governante de Echigo e Lorde do castelo Kasugayama.”

Sasuke: “E não só ele, mas Shingen Takeda de Kai também estava vivo nessa linha do tempo alternada.”

(Eu me lembro dessa parte.)

Eu retomei minhas memórias daquela primeira noite, agora um mês e meio depois.

Elas não eram tão claras agora, mas eu me lembro do penhasco onde eu inconscientemente me reuni com o Sasuke.

<Lembrança>

Sasuke: “Meus lordes, eu voltei. As forças de Nobunaga extinguiram o incêndio em Honno-ji.”

Kenshin: “Obrigado pela sua investigação, Sasuke. Então, eu presumo que Nobunaga está vivo então?”

Shingen: “Ele tem a sorte do diabo.”

<Fim da lembrança>

...........

MC: “Eu me lembro do homem que estava com você naquela noite também.”

MC: “Eles com certeza pareciam ter rancor contra Nobunaga. Então, eles são Kenshin Uesugi e Shingen Takeda?”

Sasuke: “Sim. E meu patrão que mencionei antes? É Kenshin.”

*Cap. 5 – (7/10) completo*



❖ Parte 8 


Sasuke: “Sim. E meu patrão que mencionei antes? É Kenshin.”

(Nobunaga estava procurando informações sobre o status dos seus inimigos, e eu sabia algo sobre eles todo esse tempo.)

Essa teia de intrigas em que eu estava enrolada me enjoava.

Sasuke: “Kenshin e Shingen são atualmente aliados para derrotar seu inimigo em comum, Nobunaga.”

Sasuke: “As forças de Oda estão procurando ao redor, tentando descobrir se ambos estão vivos, correto?”

MC: “Sim, eles estão.”

Sasuke: “Bem, Kenshin e Shingen sabem. E é por isso que eles estão se preparando para a guerra agora.”

Sasuke parecia incrivelmente calmo.

(É isso que quatro anos em Sengoku faz com você?)

(Mas isso significa que é como se Sasuke já soubesse o que Kenshin e Shingen estavam planejando da última vez que nos falamos.)

MC: “O fato de você se esconder deixou bem claro que você era um inimigo do Nobunaga. Mas acho que eu realmente não havia me ligado até agora.”

Sasuke: “Eu queria revelar tudo para você, mas era perigoso fazer isso enquanto você estava aqui.”

Sasuke: “Me desculpe por ter mantido segredo.”

MC: “Não se precoupe com isso. Você deve se preocupar mais com você mesmo.”

Sasuke: “ O que quer dizer?”

(Eu não quero pensar sobre o que poderia acontecer com ele se for pego.)

MC: “Você deve ser mais cuidadoso. Quero dizer, esperar no meu quarto? Dito isso, estou sempre feliz em vê-lo.”

Sasuke: “É muito gentil de sua parte dizer isso, MC.”

O comportamento rígido de Sasuke vacilou, e ele me mostrou um sorriso.

Sasuke: “Mas eu não serei pego.”

(As palavras de um ninja de alto nível. Que é o que Sasuke é agora, pelo que eu sei!)

Sasuke: “Mas tudo isso é secundário ao que eu realmente vim pra te dizer.”

MC: “O que é?”

Sasuke: “Enquanto meu lado se prepara para a batalha, eu vou ter que deixar Azuchi e voltar para Echigo.”

Sasuke: “E quando a guerra começar, nós estaremos em lados opostos.”

MC: “Sim. Eu acho que vamos.”

(Eu gostaria que houvesse uma maneira de impedir a guerra de começar. Se isso for mesmo possível.)

Eu imaginei as pessoas do castelo de Azuchi.

(Em certo ponto, eu me acostumei com a vida aqui. Estava começando a ficar confortável.)

(Eu tenho amigos, e pessoas que não são amigas e nem inimigas, mas que eu não consigo me afastar delas--)

(O pensamento de qualquer um deles morrendo me fazia mal. Eu não posso me animar com a guerra, mas não quero perdê-la também.)

Eu não podia dizer que entendia tudo que Nobunaga estava pensando.

Mas eu estava começando a acreditar em sua ambição. Eu queria ver ele fazê-la acontecer.

(Sasuke deve se sentir do mesmo jeito. Ele tem vivido aqui a muito mais tempo do que eu.)

(Tenho certeza que ele encontrou pessoas que ele valoriza, e não quer perder.)

Meu coração doeu. Sasuke chamou minha atenção e olhou diretamente pra mim.

Sasuke: “Mesmo que fiquemos em lados separados, eu nunca serei seu inimigo.”

MC: “Sasuke—“

Sasuke: “No momento em que a guerra acabar, devemos estar nos aproximando da manifestação da fenda espacial.”

Sasuke: “Vamos prometer um ao outro que vamos sobreviver seja lá o que aconteça e voltar juntos. Está bem?”

*Cap. 5 – (8/10) completo*



❖ Parte 9 


Sasuke: “Vamos prometer um ao outro que vamos sobreviver seja lá o que aconteça e voltar juntos. Está bem?”

MC: “Está bem.”

As promessas de Sasuke faziam eu me sentir um pouco melhor.

(A coisa importante que ele veio me dizer é que ele continuaria sendo meu amigo.)

(Oh, Sasuke. De todas as pessoas que eu poderia ter viajado no tempo, estou feliz por sido você.)

Sasuke: “A propósito, você ainda tem os pregos de chão e a bomba de fumaça que eu te dei? Se você usou eu posso te dar reposições.”

MC: “Não, não. Eu ainda tenho.”

..........

<Lembrança>

Sasuke: “É uma bomba de fumaça. Você ativa ela jogando-a no chão. Isso vai produzir fumaça em um raio de cinco metros em todas as direções.”

Sasuke: “Aqui. Esses são pregos de chão. Espalhe-os no chão para deter perseguidores.”

Sasuke: “As pontas são afiadas e eles fazem muito barulho, então os mantenha na bolsa até você estar pronta para usá-los.”

<Fim da lembrança>

...........

Sasuke: “Eu pensei que você fosse precisar deles para se defender do Nobunaga—“

Sasuke: “Mas eles podem ser úteis se você for pega em uma batalha.”

Sasuke: “Use-os quando e onde você precisar.”

MC: “Eu vou. Se cuida, Sasuke.”

Sasuke: “O mesmo pra você, MC.”

Depois de me dar um rápido sorriso, Sasuke colocou a máscara.

Sasuke: “Enquanto estou aqui, tem algo que eu gostaria de perguntar.”

MC: “Claro. Vá em frente.”

Sasuke: “Você conheceu Mitsuhide Akechi, sim? O que você achou dele?”

(Mitsuhide, huh? Sasuke parecia um pouco hesitante.)

MC: “Você pegou o mais difícil de descrever. Ele está sempre sorrindo, mas é bem óbvio que essa é a forma dele esconder alguma coisa.”

MC: “Dito isso, eu não acho que ele na verdade seja mal. Não como a história fez ele parecer.”

Sasuke: “Entendo. Desculpa pela pergunta estranha.”

Sasuke: “Te vejo de novo quando as coisas estiverem mais pacíficas.”

(Eu vou sentir sua falta, Sasuke--)

Mas ele já havia deslizado silenciosamente pela janela.

(Você nunca acreditaria que ele não nasceu pra isso.)

(Não são todos especialistas em ciência que podem colocar “quatro anos de experiência em ninja” no currículo.)

(Mas por que ele perguntou sobre Mitsuhide? Isso é um pouco preocupante.)

Eu fechei minha janela. Do lado de fora da porta eu ouvi alguém chamando.

Mitsunari: “MC, posso entrar?”

MC: “Sim, Mitsunari.”

Mitsunari abriu a porta. A sua usual expressão charmosa havia sumido, no lugar estava uma expressão sombria.

Mitsunari: “Eu vim pra te dizer que o conselho de guerra acabou de terminar.”

Mitsunari: “Nós decidimos ir á guerra com Echigo.”

(Eu já esperava por isso depois do que Sasuke disse.)

Mitsunari: “Mitsuhide nos trouxe a informação confirmando que Shingen Takeda e Kenshin Uesugi estão vivos.”

Mitsunari: “Ainda mais problemático é que eles estão reunindo tropas na guarnição do castelo perto de Azuchi.”

MC: “E esse castelo pertence à Echigo?”

Mitsunari: “Infelizmente sim.”

Mitsunari: “O exército Kenshin-Takeda estabeleceu uma fortificação resistente de onde vão nos atacar.”

(Isso é ruim.)

Mitsunari: “Nós planejamos demolir a guarnição do castelo deles antes que estejam totalmente preparados.”

Mitsunari: “O próprio Lorde Nobunaga irá liderar as tropas.”

Mitsunari: “Ele parte em sete dias. E é por isso que—“

(Por que ele está hesitando?)

Mitsunari: “Eu não queria ser o portador dessa notícia, mas Lorde Nobunaga decidiu que você vai com ele.”

(Nobunaga quer que eu vá pra guerra com ele de novo.)

*Cap. 5 – (9/10) completo*



❖ Parte 10 


Mitsunari: “Eu não queria ser o portador dessa notícia, mas Lorde Nobunaga decidiu que você vai com ele.”

(Nobunaga quer que eu vá pra guerra com ele de novo.)

Mitsunari: “Eu sei que não é uma notícia agradável.”

Mitsunari: “Até mesmo Lorde Hideyoshi pediu pra você não ir, mas Lorde Nobunaga foi inflexível.”

Mitsunari franziu a testa. Era óbvio que ele se sentia igual ao Hideyoshi.

Mitsunari: “Nosso Lorde falou de você, dizendo que você leva sorte á ele. Que você mesma também disse isso.”

..............

<Lembrança>

MC: “Você disse que eu sou uma mulher que carrega a sorte ao meu favor. Você me chamou de amuleto da sorte.”

MC: “E eu sei que você odeia desperdiçar as coisas. Bem, me matar agora não seria nada além de um desperdício pra você.”

Nobunaga: “De todas as coisas—“

<Fim da lembrança>

.............

(Eu tecnicamente disse isso, com uma arma apontada pra mim.)

(Estou um pouco aborrecida por ele ter distorcido minhas palavras desse jeito.)

MC: “Diga a ele que eu entendo. Eu vou.”

Mitsunari: “MC?”

Mitsunari: “Eu não pensei que fosse concordar em ir.”

MC: “Bem, eu tive um grande azar ao tentar escapar antes. Eu devo tentar me salvar dos problemas também, certo?”

MC: “Eu posso estar me iludindo, mas eu acho que me sentirei melhor sabendo que eu escolhi ir.”

Mitsunari: “Você é uma mulher forte, MC. Eu entendo.”

MC: “Obrigada, Mitsunari.”

Mitsunari: “Eu vou transmitir a sua resposta ao nosso lorde.”

Mitsunari me deu um sorriso gentil e saiu.

Eu queria dizer a ele que isso não tinha nada a ver com força.

(Eu já sabia, pelas conversas com Sasuke, que se esconder no castelo não seria seguro.)

(E tem algo legal em Nobunaga precisar de mim, mesmo que seja só por superstição.)

Essas são as verdadeiras razões por eu ter decidido ir.

(Eu não tenho mais medo do Nobunaga. Então não preciso de força pra ir com ele.)

...........

No dia seguinte, eu deixei uma encomenda de costura na cidade do castelo.

O clima estava limpo e bonito, não era o que você poderia esperar na véspera de uma guerra.

Essa manhã, uma das damas de companhia me trouxe uma mensagem de Nobunaga.

Era curta. “Venha ao meu quarto essa noite.”

(No passado, eu ficava sem vê-lo por dias.)

(Esse vai ser nosso quinto jogo de Go.)

Minha mão direita. Minha orelha esquerda. Minha perna direita. Todos lugares que ele beijou. E todos eles sentiam a falta dos beijos dele.

(Desde quando eu me tornei tão necessitada?)

Não. Era pior que isso. Eu estava ansiosa para passar um tempo com o próprio Nobunaga.

(Eu estou...?)

(Não. Definitivamente não. É simples atração, isso é tudo. Nada estranho nisso. Ele é poderoso, bonito, sexy--)

Eu respirei fundo e tentei ignorar a maneira que meu coração batia, quando ao virar a esquina eu vi—

(Hideyoshi e Mitsuhide?)

Hideyoshi: “Me responde. Se você não estiver fazendo nada suspeito então você pode se explicar!”

Mitsuhide: “Hideyoshi, não tem necessidade de levantar sua voz. Eu posso te ouvir.”

(Hey, whoa! Eles estão brigando?)

Estava só os dois no beco. Hideyoshi agarrou Mitsuhide pelo colarinho, firmemente.

Hideyoshi: “Se você pode me ouvir então me responda. Agora.”

Mitsuhide se virou, seu sorriso desapareceu.

(Isso não parece a desavença habitual deles! O que aconteceu?)


**Capítulo 5 completo**


❖ No próximo capítulo: Com o que eu sabia sobre Sasuke e Kenshin, eu não pude ajudar a não ser compartilhar das mesmas preocupações que Hideyoshi.
(Se tiver alguma conexão entre Kenshin e Mitsuhide, então--)
Mas Nobunaga não estava preocupado com isso. Ao invés disso—
“Eu não gosto do fato de você estar preocupada com outro homem.”
O ciúme dele era uma perspectiva completamente nova!






● Capítulo 5 (partes 1 a 5) - Pelo ponto de vista dele ●

(ATENÇÃO: Você só consegue ler essa parte do capítulo no jogo se estiver fazendo a rota do Nobunaga pela segunda vez e escolhido a opção de ler a rota pelo ponto de vista dele (conforme a figura abaixo). Isso só é possível nas partes de 1 a 5, a partir da parte 6, a história volta a ser narrada pela MC.)





✶ Parte 1

MC:
“Com licença, Nobunaga?”

(Essa voz é da MC.)

Eu tirei os olhos do que eu estava lendo, surpreso por ver MC parada na porta.

Nobunaga: “MC?”

Nobunaga: “Você veio para sofrer mais da minha crueldade em primeira mão?”

MC: “Não, eu vim para te perguntar uma coisa.”

(Sobre a pousada, sem dúvida. Mas eu não tenho nada a dizer sobre aquilo.)

MC olhou pra mim seriamente.

(Ela não vai desistir dessa vez. Ela é teimosa.)

Nobunaga: “Está bem. Sente-se.”

MC: “Está bem.”

MC atravessou o tapete com passos tensos para se sentar na minha frente.

MC: “Hideyoshi veio falar comigo, e me contou uma história interessante.”

MC: “Ele disse que o homem implorando por sua vida iria me matar.”

(Agora ela sabe.)

MC: “Você o matou para salvar minha vida, não foi?”

(Hideyoshi, você não devia ter interferido.)

...........

<Lembrança>

Assassino: “Me desculpa! Me desculpa por tudo! E-Eu farei qualquer coisa que me pedir. Apenas me poupe!”

Nobunaga: “Não toque nela.”

...........

MC: “Eles estava implorando por misericórdia! Como você pôde matar alguém dessa maneira?!”

MC: “Você não vai dizer nada?!”

Hideyoshi: “MC, você não—“

Nobunaga: “Hideyoshi, está tudo bem.”

Nobunaga: “MC, isso é tudo que você quer saber?”

MC: “Você é frio e cruel Nobunaga.”

Nobunaga: “Pense o que quiser.”

MC: “Incrível. Você absolutamente não pode mostrar nenhuma compaixão?”

Nobunaga: “Se você for falar consigo mesma, você pode fazer isso em privado.”

Nobunaga: “Mas eu não tenho motivos pra ficar aqui e ouvir sua visão de mundo inocente.”

<Fim da lembrança>

.............

Eu me lembro da expressão de choque no rosto da MC, e como isso se dissolveu em culpa.

A memória era estranhamente amarga.

(Ela vai embora logo que perceber que não terá o que ela quer.)

Nobunaga: “E se for?”

MC: “Eu pensei coisas horríveis de você depois daquilo. E eu disse muitas delas em voz alta.”

MC: “Eu entendo melhor agora, e me desculpa. Obrigada por ter salvado minha vida.”

Nobunaga: “Você não veio aqui só para me dizer algo tão fútil, veio?”

(Eu não consigo ver o que ela ganha em vir se desculpar comigo.)

MC: “Não. Eu quero saber porque você simplesmente não me contou. Você teve várias oportunidades.”

Nobunaga: “Eu não vi necessidade.”

Não importa a maneira que eu rejeito suas perguntas, MC não fica decepcionada ou irritada.

MC: “Me conta. Eu quero saber.”

Nobunaga: “Não tem motivos para te contar algo que você já sabe.”

MC: “Isso é bom, porque eu não vou perguntar coisas que eu já sei.”

MC: “Eu quero saber o que você estava pensando.”

(O que eu estava pensando?)

Nobunaga: “Você é estranha. O que é importante nos meus pensamentos para você?”

(Só ela poderia se importar com o que eu estava pensando.)

(Mas eu não sei o porque ela se importa.)

MC manteve seu olhar fixo em mim.

MC: “Por que você acha que não havia necessidade em me dizer?”

(Ela não vai sair enquanto não estiver satisfeita.)

Apesar da sua provocação ser insuportável, eu não estava mais ansioso para mandá-la embora.

Nobunaga: “Por que não ia mudar o que aconteceu.”

Nobunaga: “Eu matei aquele homem.”

Nobunaga: “Se eu estava te defendendo ou não, ele está morto.”

Nobunaga: “O que está morto, está morto. Não tem motivos para procurar um sentido após o fato.”

MC: “Você se arrepende de tê-lo matado?”

Nobunaga: “Claro que não.”

(Eu não me arrependo de nada que eu fiz nessa vida. Especialmente as vidas que tirei para chegar até onde estou.)

Nobunaga: “Se você for se arrepender de ter tirado uma vida, é estúpido fazer isso.”

Nobunaga: “É uma ação que não se pode voltar atrás.”

MC: “Se você sabe que não pode voltar atrás, então por quê?”

MC: “Como você pode matar pessoas sem que isso te afete?”

(Ela ainda não está satisfeita?)

Nobunaga: “O que me afeta é minha decisão.”

Eu olhei pra ela com curiosidade, evitando sua pergunta.

MC: “Qual é. Me dê uma resposta real.”

Eu não respondi imediatamente.

*Cap. 5 – (1/10) completo*



✶ Parte 2

MC:
“Qual é. Me dê uma resposta real.”

A voz da MC tremeu.

Eu esperei antes de responder.

Nobunaga: “Você parece angustiada.”

MC: “Eu não iria tão longe. Mas eu quero te entender.”

(Isso de novo?)

Nobunaga: “E o que você vai fazer comigo quando conseguir?”

MC: “Nada! Por que eu deveria?”

Nobunaga: “Então qual o objetivo disso?”

MC: “Eu não sei. Eu só quero te conhecer. Não é tão estranho assim de onde eu venho.”

(Talvez seja uma diferença em nossas eras?)

Se comunicar com ela era frustrante, e me deixava desconfortável.

Eu não podia simplesmente ignorá-la ou a maneira que ela olhava pra mim. Desgastava toda minha compostura.

(Eu poderia mandá-la embora e voltar a minha leitura. Eu poderia--)

Mas ao invés disso, eu me vi contando as verdades do meu coração pra ela.

Nobunaga: “Eu tenho uma grande ambição.”

Nobunaga: “Unificar o Japão através do poder militar e fazê-lo meu.”

MC: “Você só quer todo o país para ser sua posse?”

(Eu vou precisar fazer essa terra ser minha, mas apenas como um passo para o meu verdadeiro objetivo.)

Nobunaga: “Não exatamente. Eu te contei antes sobre minhas conversas com os missionários portugueses.”

Nobunaga: “O resto do mundo vê o Japão como uma ilha pequena e sem valor. Não mais do que uma curiosidade.”

MC: “Oh?”

Nobunaga: “Eu vou unificar esse país, abolir o sistema rígido de classes e leis restritivas, deixando as pessoas livres.”

Nobunaga: “Todos serão o seu próprio mestre. Caberá às pessoas pensar por elas mesmas e obterem o que desejarem.”

Nobunaga: “Quando isso acontecer, essa ilha pequena irá prosperar.”

MC: “Então, você na verdade quer fazer um país onde todos são iguais?”

Ela olhou pra mim surpresa. Eu já previa essa reação.

Nobunaga: “Eu entendo sua surpresa.”

Nobunaga: “Você está se perguntando se as lutas irão só piorar se eu libertar as pessoas agora.”

(Leis são feitas para controlar a população. Até mesmo ela entende o perigo em suspendê-las.)

MC: “Qual o seu plano para impedi-los de lutar?”

Nobunaga: “Eu tornarei isso ineficiente.”

Nobunaga: “Eu irei mostrá-los que a única maneira de sobreviver no meu país é sendo produtivo, não começar guerras sem sentido.”

(Se tiver alguém que insista em ir contra mim para o prejudicar o país, eu o matarei.)

(Eu não sei o que mais pode ser feito.)

MC: “Eu não esperava que seu objetivo fosse unir o Japão em um único e pacífico país.”

Nobunaga: “Não é. Eu espero que o Japão cresça rápido como um país, se tornando forte e poderoso o suficiente para se levantar contra os outros.”

Nobunaga: “Quando isso acontecer, eu deixarei essa pequena ilha e vou experimentar o que o resto do mundo tem para oferecer em primeira mão.”

MC: “Huh.”

Nobunaga: “Esse é o motivo por eu ter decidido reconstruir essa terra da maneira que eu acho conveniente.”

(Vai levar um bom tempo.)

Eu me lembrei das crianças que eu encontrei enquanto caçava.

.........

(O futuro do Japão se apóia em crianças como eles.)

(Eles devem reconhecer o que eles precisarão, se tornando habilidosos a fim de obtê-lo.)

(Habilidades nem sempre te dará o que você precisa, mas sem elas, você nunca chegará nem perto.)

.........

(Um mundo sem classes, onde aquele que se eleva só consegue isso porque ele mereceu--)

(Eu desejo ver esse mundo acontecer.)

Que maravilhas um mundo como esse deve trazer? Eu não posso esperar pra ver.

Mas MC, que estava ouvindo atentamente até agora, de repente desviou o olhar.

MC: “Eu não acho que seja certo tirar a vida de outra pessoa, seja qual for a razão.”

Nobunaga: “Eu nunca disse que era.”

Nobunaga: “Em questões de vida ou morte, eu não acredito em certo ou errado.”

(Esse é um debate que você não pode ter nesses tempos caóticos.)

*Cap. 5 – (2/10) completo*



✶ Parte 3

Nobunaga:
“Em questões de vida ou morte, eu não acredito em certo ou errado.”

Nobunaga: “Mas se você está vivo, é um desperdício não fazer o que você pretende.”

Nobunaga: “E eu pretendo remover todos que ficarem em meu caminho, pela morte se for necessário.”

Nobunaga: “Por toda vida que é perdida, eu me torno mais determinado em ver minha ambição se tornar realidade.”

(Eu não tenho intenção de voltar atrás ou parar agora.)

O caminho para a unificação já estava transbordando com o sangue de dezenas de milhares.

Parar agora, depois de toda essa perda, era impensável.

MC: “Eu acho que sua ambição é, de modo geral, boa.”

MC: “Mas eu não consigo pensar em uma situação em que eu fosse capaz de matar alguém.”

(Ela nunca foi colocada a prova.)

MC: “De qualquer forma, obrigada novamente por ter salvado minha vida.”

MC: “Estou verdadeiramente grata por isso, mas eu gostaria que não tivesse custado a vida de alguém.”

MC parecia determinada.

Nobunaga: “Você parece como alguém que não percebe o quão perto da morte eles mesmos chegaram.”

Nobunaga: “Talvez você tenha se distanciado do acontecimento. Bem, então—“

Eu retirei minha espada curta, que sempre mantenho comigo e a joguei para a MC.

Eu preparei minha pistola de contrabando. Quando MC tirou os olhos da espada, eu apontei a arma pra ela.

MC: “Mas que diabos?!”

Nobunaga: “Essa é uma arma de contrabando. Eu a adquiri com os ocidentais.”

Nobunaga: “Um tiro daqui vai perfurar a carne e até quebrar um osso.”

Eu ouvi a espada chacoalhar na sua mão. MC estava tremendo.

Nobunaga: “Retire a espada e me mate. Faça isso antes que eu mate você.”

(Me ataque e descubra por você mesma.)

(Aprenda como você é forte.)

A espada parou de chacoalhar enquanto ela a apertava.

MC: “Eu me recuso.”

Nobunaga: “Então você está preparada para morrer?”

MC: “Com certeza não.”

Nobunaga: “Que?”

MC: “No entanto eu estou preparada para conversar.”

(Conversar? O que ela está fazendo?)

MC: “Então, okay. Você se lembra da noite que eu salvei sua vida? Em Honno-ji?”

MC: “Você disse que eu sou uma mulher que carrega a sorte ao meu favor. Você até mesmo me chamou de amuleto da sorte!”

MC: “Eu sei que você odeia desperdiçar coisas. Bem, me matar agora seria um desperdício.”

(MC--)

Nobunaga: “De todas as coisas que você pensou que poderiam salvar sua vida, foi isso que veio a mente?”

Eu ri. Eu ri muito mais do que eu já tinha rido há tanto tempo.

Nobunaga: “Sua vida está por um fio e você arriscou tudo para ter uma conversa comigo?”

Nobunaga: “Sua ingenuidade não tem limites.”

(Que mulher incrível que eu fui me esbarrar. De verdade.)

Nobunaga: “Mas você bravamente defendeu seus ideais.”

MC: “Ideais que valem a pena ser defendidos.”

Nobunaga: “De fato.”

(Ela é forte, e de uma forma que eu nunca tinha visto antes. Talvez sua força tenha um uso aqui nesse mundo?)

Minha irritação havia sumido e no seu lugar, ao invés de calma, havia alegria.

(É estranho. Ela sempre me desafia e mesmo assim eu acho tudo isso tão divertido que não posso evitar rir.)

Nobunaga: “Sua conversa funcionou. Eu decidi te poupar.”

Eu acabei com o teste e guardei a arma.

Eu peguei o goban e as vasilhas do canto do meu quarto e os coloquei entre nós.

Nobunaga: “E se nós vamos lutar, essa é a maneira apropriada se fazer isso.”

*Cap. 5 – (3/10) completo*



✶ Parte 4

Nobunaga:
“E se nós vamos lutar, essa é a maneira apropriada se fazer isso.”

MC se sentou com uma postura motivada que eu gostei.

Nobunaga: “Eu não entendo o mundo que deu origem às suas crenças otimistas, e eu não o conheço—“

Nobunaga: “Mas eu gosto de passar o tempo com você e ouvi-la falar dele.”

MC: “Você gosta?”

Eu fiquei confortável também, me sentindo estranhamente em paz.

Nobunaga: “Vamos começar.”

MC: “Está bem!”

Pegando nas mãos minha primeira pedra, eu olhei para a MC através do tabuleiro do jogo.

(Talvez suas palavras tenham se alojado na minha mente.)

(Mas eu me vi querendo conhecer mais sobre ela também.)

Eu não acredito mais que vou encontrar satisfação em ter seu corpo e dominá-la.

(MC deseja me conhecer, me perguntando sem hesitação ou medo.)

(Ela quer me entender, não pra nenhum benefício próprio.)

Eu me pergunto no que ela pensa quando está sozinha. O que ela faz longe da minha vista. Como sua vida foi até agora.

Por nenhuma razão lógica. Não, lógica não tem nada a ver com isso.

(Eu não sei o que é esse impulso. Mas é agradável.)

Finalmente, MC perdeu pra mim novamente.

MC: “Eu realmente perdi dessa vez.”

Nobunaga: “Venha se sentar ao meu lado.”

Parecendo cautelosa, MC veio e se sentou ao meu lado.

Eu a toquei acima do joelho, mas seu corpo estava tenso. Ela não estava completamente relaxada.

Nobunaga: “Eu te disse antes sobre retomar minha conquista.”

........

<Lembrança>

Nobunaga: “O prazer dessa noite termina aqui.”

MC: “O que está acontecendo?”

Nobunaga: “Estou deixando o resto da minha conquista para outra noite.”

<Fim da lembrança>

.........

Eu me lembro do gosto do calor ao beijar o local acima do seu joelho.

O rosto da MC indicava que ela também se lembrava.


Opções:

1- “Onde você está indo—“
2- “Escolha outro lugar.”
3- “Você não vai.” (escolhida) 


MC: “Ohhhh não. Você não vai. Tem muitas zonas perigosas aí.”

Nobunaga: “Você não entende.”

Nobunaga: “Você pode evitar o perigo, mas eu nunca vou deixar isso me impedir de obter as coisas que eu quero.”

(Eu só estou seguindo seu exemplo. Querendo saber mais sobre você.)

Nobunaga: “Você está pensando em renegar nosso acordo?”

MC: “Isso depende. Você ainda vai manter o seu? ....Ooh.”

Mesmo através do seu kimono eu pude sentir o calor da MC enquanto acariciava sua bunda macia.

Ela gemeu, suave e prazerosamente. O som me excitou.

Eu senti ela apertar minha mão.

Nobunaga: “Relaxa suas pernas, MC.”

MC: “Eu não acho que isso vai acontecer!”

Nobunaga: “Está bem. Isso não afeta o que eu irei fazer.”

(Tanto quanto eu gostaria de algo mais, vou cumprir nossas regras.)

(Estou preparado para gastar o tempo que for necessário para te ganhar.)

Eu a soltei e me deitei no colo da MC.

MC: “Que?”

Nobunaga: “Seu colo agora é parte do meu domínio. É um bom território. E generoso.”

(Essa noite, isso é o suficiente pra mim.)

Nobunaga: “Você está decepcionada?”

MC: “Não. Só surpresa. Como sempre.”

Nobunaga: “Você deveria tomar mais precauções contra ataques surpresas então.”

Rindo suavemente, eu levantei minhas mãos.

Eu peguei uma mecha do cabelo da MC e coloquei atrás da sua orelha.

MC: “O que? Você precisa de uma cortina agora?”

Nobunaga: “Eu não podia ver seu rosto por trás do cabelo.”

Eu olhei pra cima, feliz por ter desimpedido minha visão.

(Ela tem o rosto lindo.)

(Além disso--)

Nobunaga: “Você é quente.”

Nobunaga: “Fique parada por um tempo.”

MC: “Está bem. Se minhas pernas começarem a dar câimbra, eu saio.”

Vendo que ela concordou, eu fechei meus olhos.

(Eu pensei que usá-la como travesseiro poderia ser divertido. Mal sabia eu o quão confortável eu me sentiria com ela.)

(Isso é agradável.)

Logo quando eu estava em uma situação de descanso, eu senti MC tocar meu pescoço.

Nobunaga: “Ah—“

Atormentado por uma onda de cócegas, eu agarrei a mão da MC.

Nobunaga: “O que você está fazendo?”

(Eu nunca deveria ter baixado minha guarda!)

*Cap. 5 (4/10) completo*



✶ Parte 5

Nobunaga: “O que você está fazendo?”

(Eu nunca deveria ter baixado minha guarda!)

MC: “Eu só estava arrumando sua gola.”

MC: “....Nobunaga, isso fez cócegas?”

Nobunaga: “Cócegas? Isso foi absoluta tortura!”

(Eu pensei que essa mulher fosse incapaz de fazer crueldades, mas ela estava escondendo um lado sinistro.)

Eu a encarei, mas sem nenhum aviso, MC fez cócegas na minha orelha.

O arrepio insuportável era torturante.

Eu cobri minhas orelhas com as duas mãos e resmunguei em uma voz baixa e desesperadora.

Nobunaga: “Você...vai...parar!”

(Ela não entendeu?!)

MC olhou pra mim sem expressão, e então caiu na gargalhada.

(Que?)

(Não tem nada engraçado nisso!)

MC: “Eu não fazia idéia que o rei demônio tinha cócegas!”

Nobunaga: “E se eu tiver? Para de rir!”

MC: “Eu acho que encontrei seu ponto fraco! Hee Hee!”

Ela estava rindo tanto que lágrimas caiam dos seus olhos.

MC: “Okay, eu só estou provocando. Eu não farei mais isso, prometo. Você pode voltar a dormir.”

Nobunaga: “Você está me atraindo para uma armadilha? Eu te mato se você estiver.”

MC: “Você está brincando de novo, não está? Não é uma armadilha. Você e a minha vida estão perfeitamente salvos.”

Nobunaga: “Posso confiar em você?”

MC assumiu uma expressão arrependida.

MC: “Você pode confiar em mim. Eu perdi, lembra? Eu serei nobre na derrota.”

Nobunaga: “Vou confiar nessas palavras.”

Eu finalmente descobri minhas orelhas.

(Eu não posso deixá-la tirar vantagem de mim outra vez.)

(Mas, o que é isso? Ela se sente tão bem, eu não posso me levantar!)

Relaxando mais uma vez, o sono chegou até mim.

(Que estranho.)

(Em muitas noites, eu sou incapaz de dormir.)

(Tem alguma coisa incomum sobre essa mulher--)

Mas meus pensamentos desaparecem com o conforto caloroso do corpo da MC.

Pela primeira vez em incontáveis noites, eu sonhei. Era um sonho feliz, cheio de vida e cor.

..............

MC: “Essa. Não.”

(Mm? MC?)

MC: “O que está acontecendo!”

Nobunaga: “Já é de manhã?”

Eu tirei o olhar de MC em meus braços, para olhar em direção à luz do dia, brilhando do lado de fora.

(É tarde da manhã. Eu não consigo me lembrar a última vez que eu dormi assim tão profundamente.)

Noite passada, MC caiu no sono enquanto eu a usava como um travesseiro.

O barulho dela batendo no tapete me acordou.

Meio sonolento, eu puxei meu futon, coloquei MC nele junto comigo, e caí no sono de novo.

(Ela não é só um excelente travesseiro, ela é uma ajuda ao sono no geral.)

Eu me virei de volta para MC. Ela não compartilhava minha alegria.

Nobunaga: “Bom dia, MC.”

*Cap. 5 – (5/10) completo*

✶ Próxima parte: Nobunaga estava bem descontraído sobre acordar ao meu lado.  “Eu gosto de você. O suficiente para que você seja a única para aquecer minha cama.”
(Ele está brincando de novo. Eu sei disso. Pior senso de humor. Sempre.)
Mas se ele estava só brincando, por que eu estava esperando tão ansiosa por hoje à noite?
(Eu estou...? Não. Definitivamente não. É só uma simples atração. Isso é tudo.)


**O capítulo continua na parte 6 normalmente**

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